quarta-feira, 28 de outubro de 2009


Caminho como sempre sózinha, levando ao meu lado a companhia da solidão.
Sinto-me perdida na imensidão da praia onde o silêncio só é quebrado com o murmúrio das ondas que choram por me ver chorar.
A força do vento faz-me sentir varrida de todas as emoções.
Sinto-me vazia.
Sinto-me acorrentada.
Levanto o meu olhar e as estrelas parecem movimentar-se num bailado mágico, numa dança imaginária.
A lua...essa sorri. Será para mim?
Magnífica com a seu brilho, estende-me um raio de luz como se de um tapete se tratasse.
Deixo-me guiar por esse caminho imaginário.
O mar estende-me os seus braços, salpica-me de mil gotas que disfarçam as que rolam dos meus olhos.
Como seria bom aconchegar-me, deixar-me levar pelos seus afagos.
O silêncio é quebrado pelo gemido da minha dor adormecida.
Olho para o céu.
As estrelas recolhem-se na luz do dia.
Como elas também eu me quero recolher e dormir.
Dormir, dormir num sono benevolente e acolhedor onde nada fica senão o esquecimento de mim mesma.


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