segunda-feira, 6 de julho de 2009


Volto a sentir-me errante!
Tento escapar a este oceano fustigado por uma tempestade de sentimentos.
Tento a todo o custo expulsar as nuvens do meu trilho.
Solto as lágrimas num murmúrio! São elas que fazem acalmar este mar tumultuoso com que me defronto. Afogo no meu lamento todas as dores da minha alma. Deixo-me embalar por este mar que a cada momento se vai disfarçando para confundir os meus sentimentos. Anseio pelo dia em que esta chuva se modifique em minúsculos pingos de água onde se possa contemplar um arco-íris de mil cores.
Que neste espaço onde mora a tristeza, habite então a recordação de instantes que ficaram suspensos no tempo.
Que o meu olhar turvado pela chuva possa vislumbrar o horizonte, onde, um sol cintilante seja o aviso de um novo dia, de uma nova era.
Nesse dia, uma lágrima soltar-se-á para me fazer sorrir de tudo o que senti e cairá pela minha face até ao chão, transformando-se em salpicos de felicidade.
Nesse momento estará encerrado um capítulo da minha história. Com ele passei pelo inverno da vida onde escrevi as minhas páginas com o gelo do inverno, com o cinzento dos dias, perdendo até, em alguns momentos, a noção da existência das cores quentes do verão, das páginas de luz onde o sol aquece a cada momento a nossa alma.
Ainda não está encerrado este capítulo. Mas pouco a pouco estou a tentar aprender novas palavras, novas cores, novos sons. Um desafio para quem tudo esqueceu.
Estou a começar a lembrar-me…

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